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Resumo A pesquisa sobre a guerra contemporânea requer atenção à conectividade digital em contextos de crise e conflito. Este artigo traça a evolução da guerra de informação com foco na digitalização, democratização e polarização da comunicação e discurso relacionados ao conflito. Argumentamos que a guerra de informação se amplifica com a chegada das mídias sociais—multiplicando as escalas para a condução das hostilidades, reduzindo distância e duração, e democratizando a participação—notavelmente na África, um continente frequentemente considerado pioneiro em inovação digital. No entanto, a pesquisa ortodoxa tende a se concentrar de forma desproporcional em casos relevantes para o Norte global. Exemplos incluem a ‘guerra global ao terror’ ou a guerra russa contra a Ucrânia. Investigando o conflito violento prolongado no Sul global, nossa análise preenche uma lacuna importante nesta literatura. Através do prisma da região dos Grandes Lagos africanos, a zona de guerra contemporânea mais letal do mundo, aproveitamos uma perspectiva contraintuitiva de um conflito considerado retrógrado na análise mainstream. A partir de pesquisa de campo de longo prazo e etnografia digital, propomos a noção de ‘guerre-scaping recíproco’, onde não apenas os eventos de batalha influenciam a política subjacente do conflito, mas onde, reciprocamente, a guerra digital molda cada vez mais a condução da guerra em si.
Vogel et al. (Mon,) estudaram esta questão.