Key points are not available for this paper at this time.
Contexto O transtorno por uso de álcool (TUA) é uma grande preocupação de saúde pública devido às suas diversas consequências físicas, psicológicas e sociais. Apesar das diferenças regulatórias, a abstinência continua sendo o principal objetivo do tratamento. Abordar a natureza multifacetada do transtorno por uso de álcool requer uma abordagem abrangente. Métodos 150 pacientes com TUA (66% homens) com uma idade média de 54,10 ± 11,3 anos foram recrutados para o estudo. A depressão, impulsividade, alexitimia e desesperança foram avaliadas para determinar se havia diferenças significativas nessas dimensões entre abstêmios (N=72) e bebedores ativos (N=78). Resultados O estudo encontrou diferenças significativas nas pontuações das dimensões psicológicas, os bebedores ativos apresentaram níveis mais elevados de depressão, impulsividade, alexitimia e desesperança em comparação com os pacientes abstêmios. Conclusão Os resultados do tratamento para pacientes com TUA variam entre as agências regulatórias, mas a abstinência continua sendo o objetivo mais seguro e preferido no manejo do TUA. Priorizar intervenções voltadas para a abstinência é crucial para alcançar a recuperação a longo prazo e minimizar o risco de recaída. Esses resultados enfatizam a complexa relação entre o TUA e questões de saúde mental, destacando a necessidade de intervenções abrangentes que abordem tanto o consumo de álcool quanto o sofrimento psicológico associado. Promover a abstinência (ou pelo menos reduzir o consumo de álcool) não apenas preserva a saúde mental, mas também previne consequências ameaçadoras à vida, como o suicídio.
Zizzi et al. (Qui,) estudaram essa questão.