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A crescente prevalência dos produtos de tabaco aquecido (HTPs) aumentou as preocupações quanto aos seus potenciais riscos à saúde. Estudos anteriores demonstraram a toxicidade do extrato da fumaça do cigarro (CSE) da fumaça principal do tabaco tradicional, mesmo após a remoção da nicotina e alcatrão. Nosso estudo teve como objetivo investigar a citotoxicidade do CSE derivado de HTPs e tabaco tradicional, com foco particular no papel das espécies reativas de oxigênio (ROS) e do Ca2+ intracelular. Foi utilizada uma linha celular de carcinoma de células escamosas orais humanas (OSCC), HSC-3. Para preparar o CSE, aerossóis de HTPs (IQOS) e produtos de tabaco tradicionais (cigarro de referência 1R6F) foram coletados em meio de cultura celular. Realizou-se ensaio de viabilidade celular, ensaio de apoptose, western blot e ensaio Fluo-4. As alterações nos níveis de ROS foram medidas por espectroscopia de ressonância de spin eletrônico e pelo ensaio de alta sensibilidade com 2',7'-diclorofluoresceína diacetato. Realizamos um knockdown de CaMKK2 (quinase quinase dependente de cálcio/calmodulina 2) por lentivírus shRNA em células OSCC. O CSE de ambos os HTPs e do tabaco tradicional apresentou efeitos citotóxicos nas células OSCC. A exposição ao CSE de ambas as fontes levou ao aumento da concentração intracelular de Ca2+ e induziu a fosforilação de p38. Além disso, esses extratos estimularam a apoptose celular e aumentaram os níveis de ROS. A N-acetilcisteína (NAC) mitigou os efeitos citotóxicos e a fosforilação de p38. Ademais, o knockdown de CaMKK2 nas células HSC-3 reduziu a citotoxicidade, a produção de ROS e a fosforilação de p38 em resposta ao CSE. Nossos achados indicam que o CSE tanto dos HTPs quanto do tabaco tradicional induz citotoxicidade. Essa toxicidade é mediada por ROS, reguladas por sinalização de Ca2+ e pelas vias da CaMKK2. RESUMO GRÁFICO.
Kagemichi et al. (Ter,) estudaram essa questão.
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