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Foi com a promessa de proporcionar uma abordagem experimental à consciência que a psicologia começou sua trajetória como uma ciência independente há mais de 150 anos. Aqui, propomos que as neurociências foram essenciais para levar a psicologia a retomar o estudo da consciência, projetando uma agenda empírica para o futuro. Primeiro, começaremos mostrando como os cientistas foram capazes de aventurar-se na consciência de pacientes supostamente inconscientes, abrindo a porta para a identificação de correlações neurais importantes de distintos estados de consciência. Em seguida, descreveremos como diferentes avanços tecnológicos e elegantes paradigmas experimentais ajudaram a estabelecer correlações neuronais importantes da consciência global (ou seja, estar consciente no geral), consciência perceptual (ou seja, estar consciente de algo) e autoconsciência (ou seja, estar consciente de si mesmo). Finalmente, ilustraremos como o estudo de experiências complexas de consciência pode contribuir para esclarecer os mecanismos associados à consciência global, a relação entre consciência perceptual e autoconsciência, e a interface entre distintos domínios de autoconsciência. Por fim, elaboraremos sobre o caminho à frente para restabelecer a psicologia como uma ciência da consciência.
Gonçalves et al. (Sexta,) estudaram esta questão.