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Resumo Cerca de 140 países concordaram em realocar os direitos de tributar lucros corporativos internacionais e introduzir taxas mínimas de imposto. O plano acordado é fruto do pragmatismo e de uma busca por consenso, mas é ambicioso. Ele requer mudanças sistemáticas de grande alcance, como uma mudança para a tributação de lucros unitários, mais conhecida como alocação por fórmula. A alocação formulada do lucro obtido por uma empresa multinacional (EMN) presume um acordo internacional sobre regras comuns para a determinação do lucro tributável. Esta é uma ruptura crítica com a bem estabelecida tradição da contabilidade de entidade separada (CES) e ainda pode se revelar um sério erro de design da reforma. Este artigo defende uma reforma que preserve a CES e trate as falhas no sistema atual de tributação corporativa em sua raiz, em vez de simplesmente corrigir sintomas. Para isso, é recomendada uma reforma voltada especificamente para as regras que regem a tributação de ativos intangíveis. O sistema proposto pode ser interpretado como uma generalização baseada em teoria da solução de imposto retido do Artigo 12B da Convenção Modelo da ONU sobre Imposto a casos em que uma EMN mantém uma presença física no país de origem ou fornecimentos intra-grupo de bens e serviços envolvem custos alocáveis.
Wolfram F. Richter (sex,) estudou esta questão.
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