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A questão do funcionamento textual dos mitônimos no patrimônio poético de I.A. Bunin é abordada. A relevância do tema deve-se ao interesse dos linguistas pelo problema da construção do texto artístico, em particular a preferência do autor na seleção vocabular, além da questão não resolvida da modelagem do onomasticon de Bunin. O objetivo do estudo é descrever as conexões textuais dos nomes mitológicos, por meio das quais informações significativas e conceituais são explicitadas e um subtexto é formado. O material de pesquisa incluiu a edição científica (da Professora T.M. Dvinyatina) da poesia de I.A. Bunin, da qual foram extraídas 272 unidades por amostragem contínua. O material fático foi sistematizado e interpretado com métodos descritivos, taxonômicos, quantitativos, análise contextual e modelagem. Destacando-se contra diferentes camadas do vocabulário de Bunin, os nomes mitológicos interagem entre si, com outros subgrupos semânticos de onônimos, apelativos, vocabulário atributivo e verbal. O autor observa que mitoantroponímicos e teônimos possuem as conexões sintagmáticas mais ricas. Sinônimos contextuais são encontrados em demonônimos, mitoantroponímicos, mitopersonímicos, mitoponímicos e teônimos; e antônimos contextuais ocorrem em mitoponímicos e mitopersonímicos. A natureza intertextual e o nível precedentes determinam as conexões associativas das unidades do mitonímico de Bunin. Conclui-se que o funcionamento textual dos mitônimos é determinado pela intenção de I.A. Bunin de superar a particularização dos mundos culturais e criar um espaço mitopoético autoral individual onde imagens e enredos já familiares aos leitores são constantemente enriquecidos com novos significados. As perspectivas do trabalho incluem o estudo do mitonímico da prosa de Bunin e as conexões textuais dos mitônimos nela, o que permitirá criar um modelo onomástico coerente do Bunin-escritor.
О. А. Селеменева (Terça-feira) estudou esta questão.