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Resumo Contexto Hemorroidas são a doença mais comum do canal anal, afetando um grande número de pessoas pelo menos uma vez durante a vida e podem interferir no seu funcionamento diário. O tratamento cirúrgico é a melhor opção disponível para casos sintomáticos de hemorroidas, que são refratários ao tratamento médico. Apesar das muitas modificações feitas nas técnicas cirúrgicas para hemorroidas, a dor e desconforto pós-operatórios continuam a ser a maior preocupação dos pacientes, razão pela qual muitas vezes eles se recusam a passar por tratamento cirúrgico. A ablação a laser abriu novas possibilidades para o tratamento minimamente invasivo das hemorroidas. Objetivo Comparar os resultados entre a hemorroidoplastia a laser e a hemorroidectomia convencional Milligan-Morgan para tratamento de hemorroidas de terceiro e quarto graus, especialmente a dor pós-operatória, sangramento e recorrência. Pacientes e Métodos Estudos recentes provaram que a ablação a laser foi muito melhor em relação à dor pós-operatória e hemorragia nos vários graus de hemorroidas. Nosso estudo também confirmou que a técnica de ablação a laser tem um tempo operatório mais curto, dor pós-operatória menos severa, sangramento e regressão comparável das colunas hemorroidárias. Estudos com período de acompanhamento mais longo (cerca de 2 anos) também relataram a eficácia do laser para o tratamento de hemorroidas, o que foi confirmado em nosso estudo ao longo de 6 meses. Resultados Embora alguns estudos tenham mostrado que a inflamação da ferida ou trombose hemorroidária poderia ser um problema, nosso estudo não mostrou infecção local pós-operatória no grupo tratado com ablação a laser, e apenas dois pacientes apresentaram trombose de hemorroida externa 7-10 dias após a cirurgia, que foi resolvida com tratamento médico. Conclusão A hemorroidoplastia a laser apresenta melhores resultados do que a ressecção cirúrgica tradicional da doença hemorroidária para o controle de hemorroidas sintomáticas refratárias grau III e IV, especialmente em relação à dor e sangramento pós-operatórios, que são as principais preocupações para a maioria dos pacientes.
Amer et al. (Sáb,) estudaram esta questão.