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1097 Contexto: O TIME é crítico na determinação da resposta aos inibidores de checkpoint imunológico (ICIs), mas as diferenças no TIME entre primários e mets em TNBC não são bem compreendidas. Como os ICIs são padrão de tratamento para pacientes com TNBC, estudamos os TIMEs de TNBC primário e mets para investigar como a composição imune pode afetar a eficácia dos ICIs. Análise secundária estratificou coortes por raça e sítios da doença para comparar os TIMEs em pacientes Negros ou Afro-americanos (B/AA) com pacientes Brancos, dado que o TNBC tem alta prevalência de mulheres B/AA que estão sub-representadas em estudos e apresentam pior prognóstico. Métodos: Analisamos retrospectivamente dados desidentificados de sequenciamento de próxima geração de pacientes com TNBC (n=1.044) na Base de Dados Tempus. Tumores de seios primários (PB, n=553), fígado (n=153), linfonodo (LN, n=174), pulmão (n=111) e osso (n=53) foram sequenciados com os ensaios Tempus xT DNA (painel de 648 genes) e xR RNA. Histologias incluíram carcinoma ductal invasivo (82%), carcinoma lobular (2,2%), carcinoma misto ductal e lobular (1,7%) e outros (14%). Demografia, TMB, MSI, PD-L1, e proporções de células B, T (CD4+, CD8+), NK e macrófagos foram comparadas entre sítios. LN foram usados como controle positivo. Testes Qui-quadrado/Fisher ou Kruskal-Wallis avaliaram significância estatística (bicaudal, α=0,05). Resultados: A coorte (idade mediana=57 anos, IQR 46-66) foi diversa (65% Brancos, 23% B/AA, 2,8% Asiáticos, 9,3% outros). Fígado apresentou menor porcentagem de células B e maior de macrófagos comparado a PB (p<0,0001 para ambos), pulmão (p<0,0001 para ambos) e osso (células B p<0,0001, macrófagos p<0,05). Fígado também teve menores porcentagens de células T CD8+ comparado a PB (p<0,05) e de células CD4+ e NK comparado ao pulmão (CD4+ p<0,01, NK p<0,0001). Osso teve menores porcentagens de células CD8+ comparado a PB (p<0,0001), pulmão (p<0,001) e fígado (p<0,01). Comparado ao pulmão, osso teve menor porcentagem de células CD4+ (p<0,0001) e maior de macrófagos (p<0,01). Positividade de PD-L1, TMB e MSI não diferiram entre sítios. Análise secundária comparou TIME entre coortes B/AA e Brancos em PB (B/AA n=85 vs Branco n=204: %células B, 15 vs 11, p=0,017; %células CD8, 4,9 vs 7,3, p=0,025), fígado (B/AA n=15 vs Branco n=48: %células B, 8 vs 4, p=0,2; %CD4, 23 vs 14, p=0,2; %CD8, 7,2 vs 4,6, p=0,07) e pulmão (B/AA n=9 vs Branco n=33: %células B, 22 vs 11, p=0,021; %CD8, 7,9 vs 5,2, p=0,5). Conclusões: Comparado a PB e pulmão, fígado e osso apresentaram infiltrados de células imunológicas indicando um TIME menos imunogênico na população geral de TNBC. Apesar da limitação pelo tamanho da amostra, este é um dos primeiros estudos a avaliar o TIME entre raças e sítios da doença. Esses achados geram hipóteses e fornecem base para melhor compreender como o TIME nos diferentes sítios e raças pode alterar a eficácia dos ICIs no TNBC.
Yuan et al. (sábado,) estudaram essa questão.
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