Key points are not available for this paper at this time.
e17068 Contexto: Sobreviventes de câncer de próstata (CP) em tratamento com terapia de privação androgênica (TPA) comumente experimentam sintomas debilitantes decorrentes deste tratamento e do câncer, incluindo perda muscular e distúrbios do sono. Monitores de atividade vestíveis podem apoiar o acompanhamento de 24 horas da atividade física (AF) e dos padrões de sono, informar intervenções terapêuticas e apoiar a saúde e o bem-estar do paciente. Este estudo explora as perspectivas de sobreviventes de CP sobre o uso de monitores de atividade vestíveis e suas capacidades de apoiar mudanças no comportamento de saúde. Métodos: Entrevistas qualitativas semi-estruturadas virtuais foram realizadas com sobreviventes de CP em TPA recrutados de dois centros médicos (um grande acadêmico e um centro médico de Assuntos de Veteranos (AV)). A participação foi aberta àqueles que estavam inscritos no ensaio DigiPRO, que busca desenvolver um modelo que combine monitores de atividade vestíveis e desfechos autorrelatados pelos pacientes para prever a diminuição da função física (NCT04575402). Os participantes usaram um monitor de atividade (Fitbit) durante o estudo principal de 12 semanas. Os dados das entrevistas foram analisados usando análise temática indutiva. Resultados: 30 homens participaram das entrevistas (Idade média: 68 anos (DP: 8,8), 60% Brancos/40% Negros, 62% status de veterano). Três temas foram identificados, representando perspectivas diversas sobre os Fitbits para apoiar a mudança de comportamento de saúde. Todos os participantes (100%) foram aderentes ao uso do dispositivo durante o período de 12 semanas. O primeiro tema, representando a maioria dos participantes, refletiu percepções positivas sobre o uso do Fitbit, com os dados de AF e sono capacitando os participantes a melhorar seus comportamentos de saúde. A facilidade de acesso aos dados de AF e sono aumentou a autoconsciência, motivando modificações no comportamento, exemplificado pelo aumento da contagem de passos ou pela priorização do sono. Um segundo tema representou percepções neutras em relação ao uso do Fitbit e seu potencial valor no apoio à AF e aos resultados de saúde. Muitos desses participantes eram ativos antes do estudo e já haviam adotado tecnologia semelhante. Eles estavam satisfeitos com seu comportamento de saúde e acharam os recursos do Fitbit complementares às suas rotinas anteriores. O tema final representou barreiras funcionais significativas ao uso do Fitbit, como carregamento ou sincronização, e mostraram desinteresse em um uso adicional de monitores de atividade vestíveis. Conclusões: Os achados demonstram que as perspectivas variam entre os sobreviventes de CP sobre o valor dos monitores de atividade vestíveis de forma mais ampla. Este estudo destaca a necessidade de abordagens personalizadas que considerem a motivação do participante, necessidades, histórico de AF e sono, e a familiaridade com novas tecnologias. Essa abordagem pode ajudar clínicos e pesquisadores a aproveitar as capacidades únicas dos monitores de atividade vestíveis para melhorar a saúde e o bem-estar dos sobreviventes de CP em intervenções de pesquisa clínica e prática clínica. Informação do ensaio clínico: NCT04575402.
Noorvash et al. (Sab,) estudaram essa questão.