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Resumo Os acionistas controladores estiveram diretamente envolvidos em alguns dos maiores e mais consequentes escândalos de suborno do mundo ao longo da última década. No entanto, a literatura acadêmica e o modelo internacional dominante de lei anticorrupção têm negligenciado as dinâmicas e implicações da participação de acionistas controladores no pagamento de subornos. Argumentamos que os acionistas controladores, especialmente em empresas controladas por famílias, podem estar em uma posição única para liderar esquemas corruptos. Analisamos, então, a incidência desse fenômeno em ações de execução recentes nos Estados Unidos sob a FCPA e em ações de execução brasileiras sob a operação anticorrupção Lava Jato. Empresas controladas representam uma minoria dos casos da FCPA, mas uma grande maioria dos casos brasileiros. Acionistas controladores foram implicados em uma porção significativa de ações contra empresas controladas em ambos os contextos. Argumentamos que o modelo internacional dominante, baseado na responsabilidade organizacional e nos incentivos para programas de conformidade, é inadequado para lidar com casos de suborno liderados por acionistas controladores e exigimos uma gama distinta de respostas legais.
Davis et al. (Sat,) estudaram esta questão.
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