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O artigo trata das representações conceituais-metodológicas e culturais da esfera da autoconsciência por Kant. Os autores reconstroem o repertório conceitual utilizado por Kant para desenvolver o problema da autoconsciência; em particular, compilam interpretações do termo ‘consciência de si’ como a categoria central no ciclo crítico de sua filosofia. Revisando o legado de Kant como um todo, os autores consideram as dimensões conjugadas da autoconsciência – sendo essas dimensões transcendental, ética e imperativa. Na dimensão transcendental, a autoconsciência aparece como uma espécie de princípio lógico inicial a partir do qual todas as ações cognitivas e construções lógicas são construídas. A autoconsciência atua aqui como uma ‘apreensão pura’, conectando duas linhas opostas de conhecimento: sensualidade e razão. Além disso, elas estão unidas através da consciência de que sentimentos e pensamentos pertencem a um único ato cognitivo do sujeito, que considera essa ação como sua atividade. A dimensão ética surge em Kant quando ele desdobra o lado moral da autoconsciência como um guia para a razão prática. Essa dimensão revela a essência da autoconsciência do homem como sujeito do processo sócio-cultural. A autoconsciência plena é desencadeada pela percepção moral; uma pessoa reconhece o valor moral dos princípios e é guiada por uma instância interna única – a boa vontade autônoma. A dimensão imperativa da autoconsciência decorre diretamente da ética e é definida por Kant para resolver as questões práticas da vida humana cotidiana. É a autoconsciência (e não a experiência cotidiana) que serve como fonte da moralidade, ou seja, quando um ato moral é ditado por uma convicção interna que surge de um imperativo incondicionalmente aceito, baseado no dever. Ao mesmo tempo, uma pessoa deve sempre tratar a si mesma e aos outros como um fim. Ao revelar a estrutura da autoconsciência em Kant, os autores mencionaram que ele foi o primeiro a aplicar o dilema do objeto e do sujeito e também expandiu a interpretação da autoconsciência de uma simples autorreflexão para uma atividade criativa espontânea (como autoconstrução). Os autores discutem a estrutura antinômica da autoconsciência e a colisão de integridade na autoconsciência na lógica transcendental de Kant, que surgem da separação dos domínios ideal e atual da autoconsciência. Além disso, observa-se que, de acordo com o idealismo transcendental, Kant pensou na verdadeira essência do homem e sua autoconsciência apenas dentro dos limites da dimensão especulativa-noumenal, minimizando a importância da experiência sensual e da realidade prática cotidiana. Além disso, o universalismo de Kant resultou no fato de que, em seu desenvolvimento do problema da autoconsciência, o plano da vida sensual interna de um indivíduo particular e único permaneceu não solicitado. Em suma, os autores observam que, ao construir um novo constructo racionalista de reflexão filosófica, Kant desenvolveu uma base científica multidimensional para a representação do processo de autoconsciência, propondo o conceito de um sujeito transcendental na cognição (como razão pura) e na cultura (como razão prática). Conclui-se que há uma tendência no ensino de Kant de superar os limites do ‘Eu’ como uma premissa metodológica para resolver a questão da autoconsciência em sua compreensão epistemológica e social.
Shutenko et al. (Sat,) estudaram essa questão.
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