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A metástase leptomeníngea (LM) é uma complicação letal de tumores malignos, com uma taxa de incidência de 3%-5% entre pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (NSCLC). A LM apresenta desafios significativos no diagnóstico, tem prognóstico ruim, opções de tratamento limitadas e carece de critérios padronizados para avaliação da eficácia terapêutica, tornando-se um aspecto difícil do manejo do NSCLC. O DNA tumoral circulante (ctDNA), liberado pelas células tumorais e carregando informações relacionadas ao câncer, possui um valor significativo na oncologia de precisão. O líquido cefalorraquidiano (LCR), presente no espaço subaracnóideo do cérebro, na medula espinhal e no canal central, e em contato direto com os tecidos meningéos, serve como o meio fluido que melhor reflete as características genéticas da LM. Nos últimos anos, o ctDNA do LCR tornou-se um ponto focal devido às suas características multi-ômicas, desempenhando um papel crucial no manejo de tumores metastáticos do sistema nervoso central (SNC). Suas aplicações abrangem todo o continuum de cuidados, incluindo apoio no diagnóstico, avaliação da resposta ao tratamento, predição de prognósticos e análise de mecanismos de resistência. Este artigo fornece uma visão concisa das técnicas de detecção de ctDNA no LCR e suas aplicações clínicas em pacientes com NSCLC-LM.
Li et al. (Mon,) estudaram esta questão.