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O presente trabalho foca nas experiências vividas pelos refugiados tibetanos com o objetivo de entender seu modo de vida dedicado à liberdade da nação, vivido apenas através da imaginação e narrativas. Comunidades tibetanas vivendo dentro e fora de dois assentamentos tibetanos, Mandi, Himachal Pradesh, e Bylakuppe, Karnataka, na Índia, foram entrevistadas. Uma análise de 15 entrevistas mostrou que, para os participantes, o significado de ser um verdadeiro tibetano depende da identificação com os valores culturais e religiosos específicos do Tibete, percebendo seu inimigo como uma ameaça substancial à existência do Tibete e seguindo caminhos não-violentos para lutar pela causa do Tibete. Um sentido determinado de pertencimento apenas a um Tibete livre das atrocidades do inimigo (portanto, não pertencendo à atual Região Autônoma do Tibete ou em qualquer outro lugar), junto com desafios no exílio e fé nas estratégias políticas atuais, motiva um fenômeno de mobilização cotidiana refletido em suas escolhas racionais de vida para libertar o Tibete. Este artigo contribui para um debate mais amplo sobre o processo de mobilização para a continuidade de um movimento social em meio à apatridia.
Verma et al. (Qui,) estudaram essa questão.