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Resumo. A Oscilação do Atlântico Norte explica uma grande fração da variabilidade climática ao longo do Atlântico Norte, desde a costa leste da América do Norte até toda a Europa. Muitos estudos relacionaram a Oscilação do Atlântico Norte a extremos climáticos nesta região, especialmente no inverno, o que motivou considerável estudo desse padrão de variabilidade. No entanto, uma característica negligenciada de como a Oscilação do Atlântico Norte mudou ao longo do tempo é a variância explicada do padrão. Aqui mostramos que houve um aumento considerável na porcentagem de variabilidade explicada pela Oscilação do Atlântico Norte (NAO) ao longo do século XX, de 32% em 1930 para 53% no final do século XX. Se essa mudança se deve à variabilidade natural, a uma resposta forçada às mudanças climáticas ou a alguma combinação permanece incerto. No entanto, não encontramos evidências de uma resposta forçada de um conjunto de 50 modelos do Projeto de Intercomparação de Modelos Acoplados Fase 6 (CMIP6). Esses modelos mostraram uma variabilidade interna substancial na força da Oscilação do Atlântico Norte, mas tendiam a ser muito altos em comparação com a reanálise e com pouca variação ao longo do tempo. Como há uma conexão direta entre a Oscilação do Atlântico Norte e os extremos climáticos na região, isso tem consequências diretas tanto para a projeção de longo prazo quanto para a previsão de curto prazo das mudanças nos extremos climáticos na região.
Outten et al. (Mon,) estudaram essa questão.