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Modelos de linguagem de grande escala (LLMs), como o ChatGPT da OpenAI e o Gemini do Google, operam como modelos probabilísticos, aproveitando sua capacidade de generalizar e discernir padrões intricados dentro dos dados. Ao atribuir probabilidades a diferentes tokens com base em padrões aprendidos durante o treinamento extensivo em grandes conjuntos de dados, esses modelos podem gerar uma ampla gama de respostas contextualmente apropriadas, variando de roteiros textuais a saídas auditivas e visuais (imagens estáticas e em movimento). No entanto, a natureza probabilística inerente dos LLMs traz um desafio notável, levando ao fenômeno conhecido no campo da inteligência artificial como 'alucinação de IA', onde o modelo pode produzir respostas que parecem plausíveis, mas são factualmente incorretas ou sem sentido. Embora seja percebida como uma desvantagem, sustentamos neste artigo que as alucinações de IA podem ser reestruturadas como uma característica distintiva dos LLMs em vez de uma mera limitação. Nosso argumento decorre da compreensão de que tentativas de mitigar os danos causados pelas alucinações de IA podem, inadvertidamente, levar a uma maior rigidez do modelo. Este delicado equilíbrio entre minimizar danos e preservar a flexibilidade do modelo é um tema central em nossa discussão. Além disso, revisitamos o conceito de 'contexto', argumentando que uma definição completa vai além da mera descrição de circunstâncias, ambiente ou fatos circundantes. Afirmamos que o contexto é enriquecido por uma incorporação consciente, envolvendo a escolha ou recusa de ação (considerando todas as implicações éticas associadas) entre um conjunto de opções disponíveis.
Oussama H. Hamid (Terç,) estudou esta questão.
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