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O desaparecimento do gradiente social na fertilidade representa uma mudança de paradigma que colocou em questão a validade das teorias que previam um declínio na fertilidade com o aumento do acesso à educação e recursos. Teorias emergentes tentaram explicar essa tendência destacando uma possível mudança nas preferências de fertilidade de casais mais educados. Neste artigo, acrescentamos elementos adicionais a essa explicação. Usando uma abordagem de modelagem computacional, mostramos que ainda é possível simular o enfraquecimento do gradiente social na fertilidade, no contexto de quedas constantes nas preferências de tamanho familiar. Nossos resultados mostram que um dos principais fatores do mudança na relação educação-fertilidade pode ser encontrado na transição para um regime de fertilidade cada vez mais regulamentado. À medida que a proporção de nascimentos não planejados diminui ao longo do tempo, a associação negativa entre educação e fertilidade enfraquece e os mecanismos que conectam positivamente a formação educacional com a fertilidade desejada se tornam dominantes.
Ciganda et al. (Sex,) estudaram esta questão.