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Este artigo revisa a literatura recente sobre sanções a partir do direito internacional, ciência política, sociologia, antropologia e história. Demonstra como a literatura durante a década das sanções abrangentes (os anos 1990), com uma visão amplamente crítica sobre sanções na era da globalização, foi cooptada pela focalização das sanções na década da miniaturização das sanções (os anos 2000). Em seguida, revisa a literatura sobre sanções em sociologia e antropologia durante a década da implementação das sanções (os anos 2010), abordando as características transnacionais das sanções, sua materialidade infra-estrutural na economia digital e a delegação de atores privados para monitorar sua implementação. Por fim, o artigo revisa a literatura em governamentalidade colonial para encorajar especialistas em sanções a adotar uma visão de longo prazo das ordens transnacionais de sanções. Esta seção termina com um apelo para descolonizar a pesquisa em sanções—ou melhor, questionar as origens coloniais das sanções como um instrumento de construção de um mundo, para que uma perspectiva propriamente decolonial sobre sanções possa ser elaborada.
Mallard et al. (Mon,) estudaram essa questão.