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Resumo Defender a democracia requer passos não democráticos; um dos mais radicais é a proibição de partidos políticos. O funcionamento dos partidos políticos é fundamental para democracias saudáveis e pluralísticas. Assim, sua exclusão do processo político levanta um dilema severo para uma sociedade democrática, que precisa abordar suficientemente por que e quando um competidor político pode legitimamente ser expulso da arena política. Este último é crucialmente importante devido à ascensão de partidos de extrema-direita e às tentativas de autoritários de infiltrar a competição política doméstica em países democráticos. As abordagens dos diversos tribunais nacionais em casos relacionados à proibição de partidos políticos estão longe de ser uniformes. As experiências na Espanha, Ucrânia, Reino Unido e, eventualmente, na Alemanha demonstram contrastes significativos em relação à teoria política e à justificativa legal para a proibição. Enquanto a democracia é um valor universal para um contexto pan-europeu, os tribunais estabelecem limites diferentes de tolerância democrática para protegê-la. O artigo oferece um novo paradigma que explica por que e quando as democracias proíbem partidos políticos. A classificação da orientação do estado democrático em relação às proibições de partidos consiste em modelos liberal, institucional e militante, que ilustram diferentes conceitos sobre encontrar o equilíbrio entre direitos pessoais, por um lado, e os interesses de uma sociedade democrática, por outro.
Bohdan Bernatskyi (Mon,) estudou esta questão.
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