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Resumo Caracterizar e compreender os processos que moldam a estrutura das redes ecológicas, que representam quem interage com quem em uma comunidade, tem muitas implicações em ecologia, biologia evolutiva e conservação. Uma questão altamente debatida é se e como a estrutura de uma rede ecológica bipartida difere entre tipos de interação antagônica (por exemplo, herbivoria) e mutualística (por exemplo, polinização). Aqui, abordamos essa questão utilizando uma caracterização multiescalar da estrutura da rede, ferramentas de aprendizado de máquina e uma grande base de dados de redes bipartidas empíricas e simuladas. Contrariamente a estudos anteriores que se concentraram em métricas estruturais globais, como aninhamento e modularidade, que concluíram que redes antagônicas e mutualísticas não podem ser diferenciadas apenas por sua estrutura, encontramos que elas podem ser diferenciadas ao combinar uma caracterização em escala meso da sua estrutura e aprendizado de máquina supervisionado. As frequências dos motivos parecem particularmente informativas, com uma sobre-representação de motivos densamente conectados em redes antagônicas e de motivos com especialização assimétrica em redes mutualísticas. Essas propriedades estruturais podem ser usadas para prever o tipo de interação com uma confiança relativamente boa. Além dessa dicotomia clássica de mutualismo/antagonismo, também encontramos singularidades estruturais significativas ligadas a ecologias específicas (por exemplo, polinização, parasitismo). Nossos resultados esclarecem as diferenças estruturais entre redes antagônicas e mutualísticas e sugerem a investigação da singularidade estrutural de ecologias específicas como uma abordagem promissora para caracterizar interações além da grosseira dicotomia antagônica/mutualística.
Pichon et al. (Qui,) estudaram essa questão.