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As modificações epigenéticas, caracterizadas por alterações na expressão gênica sem alterar a sequência de DNA, desempenham um papel crucial no desenvolvimento e progressão do câncer, influenciando significativamente a atividade gênica e a função celular. Essa percepção levou ao desenvolvimento de uma nova classe de agentes terapêuticos, conhecidos como drogas epigenéticas. Essas drogas, incluindo inibidores de histona desacetilase, inibidores de histona acetiltransferase, inibidores de histona metiltransferase e inibidores de DNA metiltransferase, visam modular a expressão gênica para conter o crescimento do câncer ao alterar de maneira única a paisagem epigenética das células cancerígenas. Pesquisas em andamento e ensaios clínicos estão avaliando rigorosamente a eficácia dessas drogas, particularmente sua capacidade de melhorar os desfechos terapêuticos quando usadas em combinação com outros tratamentos. Essas terapias de combinação podem atingir o câncer de maneira mais eficaz e potencialmente superar o desafio da resistência a medicamentos, um obstáculo significativo na terapia do câncer. Além disso, a importância da nutrição, controle da inflamação e regulação do ritmo circadiano na modulação das respostas aos medicamentos tem sido reconhecida cada vez mais, destacando seu papel como modificadores críticos da paisagem epigenética e, assim, influenciando a eficácia das intervenções farmacológicas e os desfechos dos pacientes. As drogas epigenéticas representam uma mudança de paradigma no tratamento do câncer, oferecendo terapias direcionadas que prometem uma abordagem mais precisa para tratar uma ampla gama de tumores, potencialmente com menos efeitos colaterais em comparação com a quimioterapia tradicional. Esse progresso marca um passo em direção a intervenções mais personalizadas e precisas, aproveitando os perfis epigenéticos únicos de tumores individuais para otimizar estratégias de tratamento.
Ocaña-Paredes et al. (Wed,) estudaram essa questão.