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Resumo O uso rotineiro de vacinas contra o vírus do papiloma humano (HPV) é recomendado para adolescentes abaixo de 15 anos em todo o mundo. No entanto, programas eficazes permanecem subótimos por vários fatores, tornando a estratégia da OMS para erradicar o câncer cervical uma questão de saúde pública com um futuro incerto. Objetivo Revisar a literatura sobre a eficácia, proteção a longo prazo e segurança dos programas de vacinação contra o HPV e a vacinação como manejo adjuvante. Esta revisão visa descrever o estado atual dos programas de vacinação e demonstrar a proteção a longo prazo e segurança das vacinas implementadas em todo o mundo, direcionadas a meninas adolescentes, com a evidência publicada mais recente das três vacinas profiláticas contra o HPV – bivalente (bHPV), quadrivalente (qHPV) e nonavalente (nHPV). Focamos principalmente em publicações que avaliam eficácia, esquemas de dosagem e vacinação contra o HPV, bem como estudos que contribuem para a crescente evidência da eficácia em situações da vida real das vacinas profiláticas contra o HPV de vários países. Resultados Os programas de vacinação contra o vírus do papiloma humano apresentam avanços notáveis na prevenção de doenças relacionadas ao HPV; países com esforços robustos de vacinação testemunharam reduções substanciais em doenças relacionadas ao HPV, com um declínio nas anormalidades cervicais de alto grau e verrugas genitais (54%-83%). No entanto, a cobertura global permanece desigual, com disparidades entre países de alta renda (HICs) e países de baixa renda (LMICs). A eficácia a longo prazo do vírus do papiloma humano (HPV) disponível chega a 9,4 anos e continua sendo imunogênica e bem tolerada, com um excelente perfil de segurança. Conclusões e relevância Como estes são tópicos cruciais na vacinação contra o HPV, é essencial estabelecer sistemas para monitoramento contínuo da imunogenicidade, eficácia e segurança da vacina ao longo do tempo.
González-Rodríguez et al. (Ter,) estudaram esta questão.
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