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Resumo Introdução A hipersonia idiopática (HI) é frequentemente subdiagnosticada, pois pelo menos 30-40% têm testes de latência média de sono (MSLT) normais e a reprodutibilidade teste-reteste é pobre. Relatamos dois casos de HI com múltivas avaliações de sono normais diagnosticadas na Cleveland Clinic através de polissonografia estendida (PSG) utilizando um protocolo de 32 horas de repouso na cama conforme publicado por Evangelista et al., 2018. Relato do(s) caso(s) Caso 1: Uma mulher de 28 anos relatou sonolência diurna (Escala de Sonolência de Epworth (ESS) 15), fadiga, inércia do sono, duração habitual de sono de 10-14 horas, névoa cerebral e alucinações raras relacionadas ao sono com início de sintomas aos 10 anos de idade. As avaliações de PSG/MSLT aos 13, 22 e 26 anos foram normais, com latências médias de sono do MSLT (MSL) de 12,9, 15 e 16,8 minutos e 0 SOREMPs após PSG normal com sono adequado. Na PSG estendida, o tempo total de sono (TST) foi de 19,3 horas (1155 min) na gravação de 32 horas e 13,1 horas (785 min) na gravação de 24 horas. Caso 2: Uma mulher de 42 anos relatou sonolência excessiva (ESS 22), inércia do sono, queixas de memória e atenção, e paralisia do sono rara associada a alucinações relacionadas ao sono que começaram na 2ª década de vida. A duração habitual do sono foi de 9,5 horas. As avaliações de PSG/MSLT aos 40 e 41 anos foram normais, com MSL do MLST de 14,2 e 12,8 min e 0 SOREMPs e toxicologia urinária negativa após PSG normal com sono adequado e sono noturno de 8-8,5 horas em actigrafia. Na PSG estendida, o TST foi de 19,1 horas (1147 min) na gravação de 32 horas e 11,7 horas (704 min) na gravação de 24 horas. Conclusão Relatamos dois casos com fenótipos de HI, múltiplas avaliações normais de PSG/MSLT e sintomas debilitantes por mais de duas décadas. Ambos atingiram o limite de 19 horas para o diagnóstico de HI utilizando o protocolo de 32 horas de repouso na cama com base em critérios publicados e um atingiu o limite de 12 horas utilizando o protocolo de 24 horas. Este trabalho ilustra as limitações dos critérios diagnósticos atuais de HI e destaca a necessidade de estabelecer modalidades de teste diagnósticas mais precisas para HI, dada a falta de biomarcadores. Apoio (se houver)
Mouchati et al. (Sat,) estudaram essa questão.