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Contexto/objetivos O comportamento agressivo impulsivo, embora não seja um sintoma central, faz parte da apresentação clínica do transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH). Recentemente, a agressão impulsiva foi atribuída à desregulação emocional, que atualmente é conceptualizada como um fator transdiagnóstico e parece contribuir para a coocorrência de outros problemas no TDAH. Assim, este estudo investigou a presença de comportamento agressivo impulsivo e explorou se a desregulação emocional media a relação entre dificuldades de controle inibitório e comportamento agressivo em crianças com TDAH. Como o TDAH pode atuar como um fator de risco para o desenvolvimento de outras condições, como problemas internalizantes, buscamos entender se os sintomas depressivos contribuem para essa relação. Métodos Setenta e duas crianças foram recrutadas de um hospital e da comunidade, 38 das quais tinham TDAH e 34 se desenvolviam tipicamente (DT). Os pais completaram a Child Behaviour Checklist, o Behaviour Rating Inventory of Executive Function e a Emotion Regulation Checklist. Modelos de mediação simples e mediação serial foram realizados para testar nossas hipóteses. Resultados O comportamento agressivo foi significativamente maior em crianças com TDAH em comparação com crianças DT. A desregulação emocional media completamente a relação entre dificuldades de controle inibitório e comportamento agressivo em crianças com TDAH. A adição de sintomas depressivos ao modelo aumentou a variância explicada no comportamento agressivo. Conclusão O principal resultado do nosso estudo apoia o papel da desregulação emocional e dos sintomas depressivos na mediação da relação entre dificuldades de controle inibitório e comportamento agressivo impulsivo em crianças com TDAH. Isso destaca que o comportamento agressivo é, em parte, um resultado da incapacidade da criança de regular adequadamente suas emoções. Intervenções futuras podem ser adaptadas para melhorar as habilidades de regulação emocional para abordar o comportamento agressivo.
Marques et al. (Terça,) estudaram esta questão.
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