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Um garanhão de 9 anos apresentou uma úlcera de córnea não responsiva ao tratamento em seu olho direito. O trauma foi causado por material vegetal. O exame oftalmológico revelou opacidade corneana paraxial, secreção esbranquiçada, edema periférico, congestão dos vasos conjuntivais e angiogênese corneana. O exame microscópico das amostras revelou a presença de neutrófilos e hifas fúngicas. No dia 3 da cultura, várias pequenas colônias brancas e fofas que rapidamente se tornaram verde pálido foram detectadas. Essas colônias foram isoladas para estudar sua micro e macromorfologia. O exame microscópico revelou a presença de conidióforos incolores, de paredes espessas e rugosas, variando de 340 a 1650 μm de comprimento, com vesículas globosas a sub-globosas, variando de 22 a 48 μm de diâmetro. As vesículas tinham uma ou duas séries de fialídeos. Os conídios eram globosos, verde-oliva, com paredes finas ligeiramente rugosas que variavam de 3 a 7 μm de diâmetro. A identificação molecular também foi realizada. Ambas as técnicas confirmaram a presença do complexo Aspergillus flavus. O tratamento tópico com natamicina resultou em cicatrização em 10 dias. Para nosso conhecimento, este é o primeiro caso de queratomiose equina relatado na Argentina.
Zapata et al. (Qui,) estudaram essa questão.