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Nosso artigo contribui para a literatura crescente ao realizar uma análise comparativa entre fundos sustentáveis (SF) e fundos convencionais (CF) com uma perspectiva geográfica global. O objetivo do artigo é testar se os SF são fiéis à sua identidade por meio de uma análise comparativa e multi-regional do desempenho ESG e do risco de sustentabilidade dos fundos. A amostra compreende 92 pares correspondentes de fundos. Nossa pesquisa mostra que os fundos sustentáveis autodenominados exibem melhor desempenho ESG e pontuações de risco de sustentabilidade do que seus pares, indicando alinhamento com sua identidade e natureza. Além disso, os resultados também indicam que há comportamentos ESG diferentes dependendo das áreas geográficas de investimento. Em particular, fundos com portfólios investidos na Europa apresentam um desempenho ESG mais alto do que aqueles investidos na América do Norte, e fundos investidos em Mercados Emergentes e Ásia apresentam um desempenho mais baixo e maior risco do que aqueles na América do Norte. Este artigo oferece três principais novidades: 1) perspectiva multiregional, 2) diferentes perspectivas de escore ESG usando indicadores diferentes e complementares de comportamento sustentável com base em risco e desempenho, e 3) um processo de correspondência começando com a mesma empresa de gestão de fundos, área geográfica de investimento e categoria de investimento que nos ajuda a isolar a questão do uso de rótulos ESG. Os resultados deste artigo abrem novas ideias e avenidas de pesquisa que conectam o investimento sustentável com aspectos como qualidade da informação, dever fiduciário e desenvolvimento regulatório.
Meyers et al. (Mon,) estudaram esta questão.