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A construção da identidade de uma pessoa na modernidade tardia é às vezes vista como um projeto do eu autônomo, no qual a identidade pode mudar ao longo da existência e desenvolvimento. Para o cristão, no entanto, a identidade é tanto um presente divino quanto uma tarefa de formação eclesial, e tanto o presente quanto a tarefa, o batismo cristão é fundamental. O batismo representa a morte do eu e seu renascimento em Cristo, uma ruptura decisiva com a vida que passou. O batismo estabelece uma nova identidade, uma nova afiliação, um novo modo de viver e uma nova orientação, direção e propósito na vida. Este artigo explora o papel do batismo na formação da identidade cristã, constatando que a identidade cristã é tanto extrínseca ao eu quanto uma identidade para a qual somos chamados e na qual podemos continuamente crescer. O ensaio prossegue em três seções. Começa com uma pesquisa sobre a reflexão filosófica recente sobre o conceito de identidade, continua refletindo sobre a natureza do batismo cristão em diálogo com essa reflexão, e conclui considerando em termos práticos como o batismo funciona no processo de conversão-iniciação em direção à formação de uma identidade cristã madura.
Michael D. O’Neil (Sun,) estudou essa questão.
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