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Resumo Este artigo explora o “racismo religioso”, ou discriminação contra devotos de religiões de origem africana no Brasil, como um padrão mais amplo de racismo estrutural enraizado na alteridade religiosa racializada, afrofobia e na divisão epistêmica entre religião e não-religião. O termo racismo religioso foi proposto por alguns devotos e ativistas anti-racistas para enfatizar que as religiosidades afro-brasileiras são alvo de forma única em comparação com outras religiões não cristãs. Ao contrário da intolerância religiosa, o termo racismo religioso conecta explicitamente a discriminação contra as religiões afro-brasileiras à colonização, hierarquia de cor ou racial e preconceito antinegro. Este artigo esclarece as bases ideológicas do racismo religioso que incentivam extremistas neopentecostais a buscar “ordem e progresso”, como sugere o lema nacional, por meio da violência física.
Rachel Cantave (Sex,) estudou esta questão.
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