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Este artigo se preocupa principalmente com a concepção de livre arbítrio na teoria freudiana e na psicologia do ego. Existem vários Freuds, nem todos consistentes entre si, sobre esta questão do livre arbítrio: o Freud que vê o livre arbítrio como uma ilusão, o Freud que identifica como um objetivo do tratamento psicanalítico a ampliação da liberdade do ego para escolher, e o Freud que localiza o controle da motilidade (ação) no ego consciente. Do ponto de vista da psicologia do ego, o livre arbítrio reside na relativa autonomia do ego em relação aos impulsos, bem como na liberdade de não querer e de abrir mão do controle. Em contraste com a teoria freudiana e a psicologia do ego, a questão do livre arbítrio não é saliente nas teorias pós-freudianas, onde a ênfase maior está em questões relacionadas à satisfação de necessidades, em vez da gratificação de desejos. Por fim, o livre arbítrio não é apenas uma questão de liberdade da compulsão interna, mas também de liberdade da coerção externa.
Morris N. Eagle (Sex,) estudou essa questão.