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Objetivos: Nosso objetivo foi explorar os efeitos recíprocos da participação social, solidão e inatividade física ao longo de um período de 6 anos em uma amostra representativa de adultos europeus com mais de 50 anos. Desenho: Foi realizado um estudo longitudinal com um período de acompanhamento de seis anos. Ambiente: Quatro ondas do projeto Survey of Health, Ageing and Retirement in Europe foram utilizadas. Participantes: Este estudo inclui 64.887 participantes da Europa e de Israel, que tinham 50 anos ou mais na primeira avaliação. Medidas: A relação entre a participação em atividades sociais, solidão e inatividade física foi analisada, controlando-se a idade, o gênero e a deficiência. Uma série de modelos de painel com defasagem cruzada (CLPMs) foi aplicada para analisar as relações entre essas variáveis. Resultados: Um CLPM com efeitos autoregressivos e defasados cruzados iguais entre as ondas foi o melhor ajuste para os dados (χ2 = 7137,8, CFI = .972, RMSEA = .049, SRMR = .036). Os efeitos autoregressivos para as três variáveis mostraram alta estabilidade entre as ondas, e todos os efeitos defasados cruzados no modelo foram estatisticamente significativos. A atividade social e a inatividade física mantiveram um forte efeito defasado cruzado negativo, enquanto seus efeitos defasados cruzados sobre a solidão foram comparativamente menores. A atividade social teve um efeito defasado cruzado positivo sobre a solidão, enquanto a inatividade física teve um efeito defasado cruzado negativo sobre a solidão. Conclusões: Esses achados destacam a importância de promover a atividade física e a participação social e de abordar a solidão por meio de intervenções direcionadas em adultos mais velhos.
Torres et al. (Ter,) estudaram essa questão.
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