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Resumo Uma mulher caucasiana de 56 anos com um histórico cardíaco silencioso, histórico de tabagismo e uma cirurgia anterior de prótese de quadril apresentou-se ao departamento de emergência. Ela relatou dor no peito opressiva irradiando para o braço esquerdo intermitentemente por cerca de 2 dias, precipitada por estresse emocional significativo no trabalho. O ECG de 12 derivações revelou bradicardia sinusal, ondas T negativamente simétricas nas derivações anterolaterais e intervalo QTc prolongado (544 ms). O ecocardiograma mostrou aquinesia apical, hipercinesia basal e função sistólica global moderadamente deprimida (fração de ejeção de 45%). Os exames laboratoriais indicaram níveis elevados de enzimas de necrose miocárdica (hs–TnI 549 pg/ml), marcadores inflamatórios negativos, eletrólitos normais, hemograma dentro dos limites normais e função renal normal. Ela foi internada com um diagnóstico inicial de NSTEMI–ACS. Na admissão, a paciente estava assintomática para angina e apresentava sinais vitais estáveis, particularmente uma pressão arterial de 120/70 mmHg e uma frequência cardíaca de 55 bpm. O exame clínico não revelou anormalidades. O escore InterTAK foi 67. A angiografia coronária revelou estenose severa da artéria coronária descendente anterior esquerda, tratada com PTCA–DES. A imagem intracoronária (OCT) mostrou uma placa com características de estabilidade, levando à consideração do diagnóstico de síndrome de Takotsubo em paciente com DAC. O ecocardiograma subsequente mostrou recuperação quase completa da função sistólica. No acompanhamento de um mês, a paciente apresentou função sistólica preservada (FE 60%). Este caso destaca a síndrome de Takotsubo com doença arterial coronariana (DAC) concomitante como testemunha. De acordo com os critérios da Mayo Clinic, a coexistência de DAC severa excluiria o diagnóstico de Takotsubo. No entanto, estudos recentes sugerem o potencial de coexistência, levando à necessidade de modalidades de imagem adicionais, como OCT e CMR, para diferenciar lesões causadoras das testemunhas. O uso dessas técnicas pode alterar a prevalência da síndrome de Takotsubo, necessitando uma reavaliação dos casos inicialmente classificados como NSTEMI–ACS.
Pezzi et al. (Mon,) estudaram esta questão.