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Resumo Introdução O Infarto do Miocárdio com Artérias Coronárias Não Obstrutivas (MINOCA) é uma entidade clínica cada vez mais reconhecida que requer uma investigação diagnóstica abrangente e precisa para estabelecer o diagnóstico correto e instituir adequadamente as estratégias de tratamento. Relatamos um caso explicativo de uma causa rara de MINOCA, destacando a importância de um algoritmo diagnóstico abrangente. Caso Um homem de 55 anos com perfil de risco cardiovascular intermediário e sem histórico médico prévio apresentou-se ao departamento de emergência. Ele apresentou dor torácica típica em repouso 6 dias antes da admissão, mas recusou-se a ir ao hospital e, em vez disso, realizou exames laboratoriais ambulatoriais no 5º dia demonstrando troponina I de alta sensibilidade elevada (Hs–TnI, 3192 ng/L). Na admissão, o paciente estava assintomático e bem compensado. O ECG estava normal, o ecocardiograma revelou hipocinesia ínfero-médio-basal e os exames laboratoriais mostraram uma hs–TnI de 159 ng/L. A cineangiocoronariografia foi normal: não havia aterosclerose e, após revisão independente das imagens por operadores experientes, não foram observadas dissecção coronariana, pontes miocárdicas ou êmbolos. A ventriculografia descartou Cardiomiopatia de Takotsubo em curso, e a história clínica tampouco foi sugestiva de qualquer fator desencadeante. Não havia características clínicas, eletrocardiográficas ou ecocardiográficas de miocardite ou cardiomiopatia, e observou-se uma curva clássica de troponina. Não havia características clínicas de endocardite. Nenhuma arritmia ventricular ou atrial foi detectada na monitorização contínua. Estabeleceu-se um diagnóstico presuntivo de MINOCA. A ressonância magnética cardíaca revelou uma área focal de realce tardio transmural por gadolínio e hipersinal em T2 na parede ínfero-médio-basal, consistente com lesão miocárdica aguda. Diante da suspeita de uma fonte embólica, o ecocardiograma transesofágico documentou a presença de forame oval patente (PFO) com características de alto risco embólico: grande fossa oval aneurismática tipo 4 LR (Olivares Reyes) com shunt da esquerda para a direita no basal, que aumentou durante a manobra de Valsalva, rede de Chiari proeminente e válvula de Eustáquio. Dada a alta probabilidade de associação entre PFO e fenômenos de embolia sistêmica, foi proposto o fechamento percutâneo do PFO. Conclusão Com este caso, queremos destacar a importância da investigação diagnóstica correta e precisa nesta patologia emergente no campo da cardiologia para uma melhor definição da estratégia terapêutica.
Peano et al. (Mon,) estudaram essa questão.
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