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Objetivos Aproximadamente um terço dos pacientes de cirurgia bariátrica experimenta recuperação de peso ou perda de peso subotimal dentro de cinco anos após a cirurgia. Estilos alimentares patológicos e traços psicopatológicos (por exemplo, desregulação emocional) são reconhecidos como potenciais obstáculos para sustentar os esforços de perda de peso e estão implicados no desenvolvimento da obesidade. Uma compreensão abrangente dessas variáveis e suas interações ainda está faltando, apesar de seu potencial significado no desenvolvimento de intervenções clínicas mais eficazes para pacientes bariátricos. Investigamos a prevalência e as interações entre estilos alimentares patológicos e traços psicopatológicos nesta população. Materiais e métodos 110 candidatos à cirurgia bariátrica foram caracterizados usando a Escala de Compulsão Alimentar (BES), Escalas de Depressão/Ansiedade de Hamilton (HAM-D/A), Escala de Impulsividade de Barratt (BIS-11), Experiências em Relações Próximas (ECR), Escala de Dificuldades na Regulação Emocional (DERS). Analisamos essas variáveis com análises de regressão logística múltipla e análise de rede. Resultados Pacientes com estilos alimentares patológicos mostraram sintomas de ansiedade/depressão mais pronunciados e desregulação emocional. A análise de rede revelou fortes conexões entre BES e DERS, com DERS também apresentando conexões robustas com as escalas HAM-A/D e ECR. DERS e impulsividade de atenção (BIS-11-A) emergiram como os nós mais fortes na rede. Discussão Nossos achados demonstram o papel mediador da desregulação emocional entre estilos alimentares patológicos e traços psicopatológicos, apoiando a literatura existente sobre a associação entre traços psicopatológicos, estilos de apego inseguros e comportamentos alimentares patológicos. Esta pesquisa enfatiza a importância da regulação emocional na complexa rede de variáveis que contribuem para a obesidade, e seu potencial impacto nos resultados da cirurgia bariátrica. Intervenções focadas na regulação emocional podem, assim, levar a melhores resultados clínicos para pacientes bariátricos.
Belloli et al. (Qui,) estudaram essa questão.
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