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A crítica está aumentando de que as iniciativas lideradas pelo mercado e pelo estado para a divulgação de impactos ambientais são muito limitadas em escopo e que se baseiam em suposições muito fortes sobre a qualidade e a imparcialidade do monitoramento e da aplicação das leis, resultando em um efeito insuficiente na sustentabilidade ambiental. Foi proposto que o monitoramento cidadão pode contribuir para contrabalançar esse vazio. No entanto, que saibamos, a análise de políticas em geral e a economia em particular não prestaram muita atenção a esse papel do monitoramento cidadão. Este artigo tem como objetivo preencher essa lacuna sob a perspectiva econômica, explorando a dinâmica da divulgação de impactos ambientais locais e o potencial papel do monitoramento cidadão na política ambiental. Para isso, o artigo aborda a divulgação ambiental monopolista versus pluralista, permitindo que o monitoramento cidadão represente este último. O estudo utiliza a indústria de mineração como um caso ilustrativo, devido aos desafios específicos de transparência desse setor nas cadeias de valor internacionais, tipicamente com forte impacto ambiental local negativo. Demonstra-se como a provisão de informações pluralistas, como o monitoramento cidadão, pode contribuir para incentivar a provisão de informações mais confiáveis, especialmente em países com instituições estatais fracas, o que é particularmente importante no caso de impactos ambientais de alto risco. As descobertas devem ser úteis para moldar políticas ambientais, fornecendo insights valiosos tanto para formuladores de políticas quanto para acadêmicos.
Stromberg et al. (Ter,) estudaram essa questão.