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Resumo Nesta contribuição ao debate de longa data sobre a teoria do risco em relação à autoproteção ótima, nosso objetivo é enriquecer a modelagem microeconômica da autoproteção, na sequência de Ehrlich e Becker (1972), explorando a representação da percepção de risco no núcleo do Modelo de Crença em Saúde (MCS), um quadro conceitual extremamente influente em estudos de Saúde Pública (Janz e Becker, 1984). Em nosso modelo de dois períodos, destacamos o papel crucial da percepção de risco na decisão individual de adotar um comportamento preventivo em relação a um risco de saúde genérico. Discutimos o esforço de prevenção ideal engajado por um agente que apresenta conhecimento imperfeito sobre a suscetibilidade (probabilidade de ocorrência) ou a gravidade (magnitude da perda) de um risco à saúde, ou que enfrenta incerteza em relação a esses componentes de risco. Avaliamos o impacto da aversão ao risco e da prudência sobre o nível ótimo de autoproteção, uma questão crítica na literatura econômica sobre risco e seguro, frequentemente negligenciada em estudos do MCS. Nossos resultados abrem caminho para o design de instrumentos de informação eficientes para melhorar a prevenção da saúde quando as percepções de risco estão enviesadas.
Augeraud‐Véron et al. (Sex,) estudaram essa questão.
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