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A superfertilização e os agroquímicos afetam negativamente a qualidade do solo e a sustentabilidade do ecossistema agrícola. O tomate (Solanum lycopersicum) é classificado como uma cultura importante devido à sua alta rentabilidade e valor nutricional. Na Argentina, o tomate é produzido principalmente em cinturões hortícolas em áreas periurbanas, cujos solos frequentemente estão contaminados por metais pesados e/ou agroquímicos. Para explorar alternativas mais seguras, investigamos os efeitos da inoculação de sementes com uma rizobactéria comum promovedora de crescimento de plantas (PGPR), ou seja, Bacillus subtilis subsp. spizizenii, no desenvolvimento em vários estágios de crescimento de duas variedades de tomate, “Platense” e “Río Grande”, e na produção e qualidade dos frutos no momento da colheita da variedade “Río Grande”. O desenho experimental consistiu de três tratamentos por variedade: um controle versus inoculação tradicional planctônica ou biofilme, com três repetições por tratamento. A germinação aos 10 dias e os parâmetros agronômicos das plântulas mostraram que a resposta à inoculação de sementes foi superior na variedade “Río Grande”. No momento da colheita, e independentemente do inoculante, vários parâmetros agronômicos da variedade “Río Grande” foram significativamente aprimorados em relação ao controle. O biofilme aumentou significativamente a produção de tomate, conforme quantificado pelo número e peso dos frutos, em comparação com o inóculo planctônico. Este estudo de caso demonstra que a incorporação de bioinoculantes é relevante na agricultura sustentável para promover o crescimento e a qualidade das culturas.
Sarti et al. (Mon,) estudaram esta questão.