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A extensão total do feminicídio no México permanece desconhecida. Quando disponíveis, os dados sobre o assassinato de mulheres e meninas relacionados ao gênero muitas vezes são incompletos, imprecisos ou inexplicáveis. Neste artigo, uma socióloga (Saide) e uma estatística (Maria) consultam dados sobre feminicídio no México. Baseando-se nas 'fichas de dados para conjuntos de dados' de Timnit Gebru et al. e nos 'rótulos de nutrição de dados' de Sarah Holland et al., focamos nas duas principais fontes governamentais que medem o feminicídio no país: os registros de mortalidade processados pelo Instituto Nacional de Estatística, Geografia e Informática (INEGI) e os supostos arquivos de investigação de feminicídio publicados pelo Secretariado Executivo do Sistema Nacional de Segurança Pública (SESNSP). Na discussão, iluminamos duas observações notáveis. Primeiro, a discórdia entre os dados do INEGI e do SESNSP, onde delineamos quatro variações cruciais: nomeação, subnotificação, comparabilidade e disponibilidade. Em segundo lugar, as deficiências dessas fontes de dados na medição do feminicídio conforme o entendemos sociologicamente. Em outras palavras, nenhuma delas avalia explicitamente a motivação 'relacionada ao gênero' subjacente ao crime. Em vez disso, os dados que o INEGI e o SESNSP atualmente nos fornecem são aproximações discordantes do fenômeno, alinhando-se ao que Sandra Walklate e Kate Fitz-Gibbon definem como contagens de feminicídio 'rasas'. Esta contribuição busca atuar como um guia para melhor entender os dados sobre feminicídio no México, para aprimorar a comunicação efetiva entre criadores e usuários de dados preocupados com práticas de produção de dados, e para incitar a consulta de dados que envolvam justiça social e responsabilidade em relação ao feminicídio e além.
Vega et al. (Qua,) estudaram esta questão.
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