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Contexto A compreensão da patogênese molecular da doença inflamatória intestinal (DII) levou à descoberta de novos alvos terapêuticos que são mais específicos e eficazes. Nosso objetivo foi explorar as vias moleculares e os genes envolvidos na patogênese da DII e identificar novos alvos terapêuticos e biomarcadores novos que possam ajudar no diagnóstico da doença. Métodos Para obter o maior número possível de amostras e analisá-las de forma abrangente, utilizamos uma abordagem de mega-análise. Isso envolveu o reprocessamento de dados brutos de vários estudos e sua análise usando técnicas de bioinformática e aprendizado de máquina. Resultados Analisamos um total de 697 biópsias intestinais de Colite Ulcerativa (n = 386), doença de Crohn (n = 183) e controles não-DII (n = 128). Uma análise de aprendizado de máquina detectou 34 genes cuja expressão coletiva distingue efetivamente biópsias inflamadas de pacientes com DII de amostras de controle não-DII. A maioria desses genes estava aumentada na DII. Notavelmente, entre esses genes, três lncRNA novos emergiram como potenciais contribuintes para o desenvolvimento da DII: ENSG00000285744, ENSG00000287626 e MIR4435-2HG. Além disso, ao examinar a expressão de 29 genes, entre os 34, em amostras de sangue de pacientes com DII, detectamos uma regulação positiva significativa de 12 genes (valor-p < 0.01), destacando sua utilidade potencial como biomarcadores diagnósticos não-invasivos. Finalmente, ao utilizar a biblioteca CMap, descobrimos compostos potenciais que devem ser explorados em estudos futuros para sua eficácia terapêutica no tratamento da DII. Conclusão Nossos achados contribuem para a compreensão da patogênese da DII, sugerem biomarcadores novos para o diagnóstico da DII e oferecem novas perspectivas para intervenção terapêutica.
Stemmer et al. (Qua,) estudaram essa questão.