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Resumo Contexto A insuficiência cardíaca (IC) e o diabetes estão associados ao aumento da incidência e pior prognóstico um do outro. O valor prognóstico do estiramento longitudinal global (ELG) medido pela ressonância magnética cardiovascular (RMC) não foi estabelecido em pacientes com IC e diabetes. Métodos Neste estudo observacional prospectivo, pacientes consecutivos (n = 315) com IC foram submetidos à RMC em 3T, incluindo ELG, realce tardio de gadolínio (RTG), T1 nativo e mapeamento da fração de volume extracelular (FVE). As concentrações de biomarcadores plasmáticos foram medidas, incluindo: peptídeo natriurético tipo B N-terminal (NT-proBNP), troponina T de alta sensibilidade (hs-TnT), fator de diferenciação de crescimento 15 (GDF-15), ST2 solúvel (sST2) e galectina 3 (Gal-3). O desfecho primário foi um composto de mortalidade por todas as causas ou hospitalização por IC. Resultados Comparado àqueles sem diabetes (n = 156), o grupo diabetes (n = 159) teve uma prevalência maior de RTG (76% vs. 60%, p < 0,05), T1 mais elevado (1285±42 vs. 1269±42ms, p < 0,001) e maior FVE (30,5±3,5 vs. 28,8±4,1%, p < 0,001). O grupo diabetes teve NT-pro-BNP, hs-TnT, GDF-15, sST2 e Gal-3 mais altos. O diabetes conferiu pior prognóstico (razão de risco (RR) 2,33, intervalo de confiança (IC) de 95% 1,43–3,79, p < 0,001). Na análise de regressão de Cox multivariável incluindo marcadores clínicos e biomarcadores plasmáticos, o sST2 isoladamente permaneceu independentemente associado ao desfecho primário (RR por 1 ng/mL 1,04, IC de 95% 1,02–1,07, p = 0,001). Em modelos de regressão de Cox multivariável no grupo diabetes, tanto o ELG quanto o sST2 permaneceram prognósticos (ELG: RR 1,12, IC de 95% 1,03–1,21, p = 0,01; sST2: RR por 1 ng/mL 1,03, IC de 95% 1,00-1,06, p = 0,02). Conclusões Comparados aos pacientes com IC sem diabetes, aqueles com diabetes apresentam marcadores plasmáticos e de RMC de fibrose piores e um prognóstico mais adverso. O ELG pela RMC é um marcador prognóstico poderoso e independente em pacientes com IC e diabetes.
Iyer et al. (Terça) estudaram esta questão.
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