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O óleo de palma, o principal óleo vegetal produzido globalmente, serve a diversos propósitos, que vão desde a culinária até a produção de alimentos processados, cosméticos e biodiesel. Apesar de contribuir significativamente para as economias das principais nações produtoras, a produção crescente de óleo de palma levanta sérias preocupações ambientais, incluindo desmatamento, perda de biodiversidade e várias formas de poluição. O efluente da indústria de óleo de palma (POME), um subproduto da extração de óleo de palma, representa uma ameaça ambiental severa quando não tratado. Como uma alternativa ecológica, a digestão anaeróbica em biorreatores controlados surgiu, oferecendo tratamento simultâneo do POME e geração de biocombustível, particularmente hidrogênio, com alta eficiência energética. Esta revisão explora os desafios e oportunidades associados à produção de bio-hidrogênio a partir do POME. Considerações-chave envolvem a otimização de parâmetros através de pré-tratamentos, incorporação de nanopartículas, definição de condições ideais de biorreator, determinação de tempos de retenção hidráulica e integração de processos em múltiplas etapas, como fermentação escura seguida de fotofermentação. Esta revisão também enfatiza a importância de práticas sustentáveis e análises econômicas na formação do futuro da produção de hidrogênio a partir do POME, posicionando-o como um jogador fundamental na economia circular da indústria de óleo de palma e na transição energética global.
Albuquerque et al. (Sex,) estudaram essa questão.