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Este estudo explora os efeitos prejudiciais do ruído na sala de aula e da disfonia do professor na compreensão da fala das crianças e na qualidade da voz do professor. Também investiga seu impacto em funções cognitivas como atenção e memória de trabalho, bem como em medidas subjetivas e objetivas do esforço auditivo. Os participantes foram 26 crianças com idades entre 8 e 12 anos. Os resultados indicam que o reconhecimento de palavras foi principalmente afetado pela relação sinal-ruído (SNR), com SNRs mais baixos levando a uma menor precisão. No entanto, as pontuações de compreensão auditiva foram significativamente influenciadas tanto pela SNR quanto pela qualidade da voz, especialmente quando a menor SNR combinada com uma voz disfônica resultou em uma diminuição significativa na precisão. Uma maior memória de trabalho foi associada a um melhor desempenho de compreensão. O esforço auditivo subjetivo foi maior quando o ruído e a disfonia estavam presentes, com maior atenção seletiva ligada a um menor esforço percebido. Os tempos de resposta também mostraram que as crianças levaram mais tempo para responder em condições de menor SNR e quando a fala era disfônica, embora uma maior atenção seletiva tenha levado a tempos de resposta mais curtos. Em conclusão, o ruído impactou principalmente o reconhecimento de palavras, enquanto a disfonia exacerbava a compreensão auditiva. No entanto, ambos os fatores aumentaram o esforço auditivo percebido. Esses achados sugerem que avaliar apenas o reconhecimento de palavras pode subestimar o impacto da má qualidade vocal em ambientes barulhentos.
Murgia et al. (Fri,) estudaram essa questão.