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Introdução/Contexto O niraparibe é um inibidor de PARP aprovado pela EMA em 2017 como monoterapia de manutenção em pacientes (pts) com câncer de ovário epitelial seroso de alto grau recorrente sensível ao platina (OC) que estão em resposta à quimioterapia baseada em platina (PBCT), com base no estudo NOVA. O niraparibe está reembolsado na França desde maio de 2019. Metodologia Este estudo teve como objetivo analisar retrospectivamente o conjunto de dados real ESME de pacientes com OC para descrever as características clínicas, padrões de tratamento e desfechos de sobrevida dos pts que iniciaram niraparibe na 2ª linha ou além (2L+) entre maio de 2019 e julho de 2021. Análises de subgrupo nos pts elegíveis conforme os principais critérios do ensaio NOVA foram exploradas. Resultados 389 pts foram elegíveis (incluindo 139 pts semelhantes ao NOVA; 36%), com um seguimento mediano de 12 meses. A idade média foi de 63 anos, o peso médio foi de 68kg. A maioria dos pts (93%) tinha estágio FIGO inicial III (68%) ou IV (25%), 86% tinham histologia serosa e 93% dos pts com resultados disponíveis eram BRCAwt. O niraparibe foi iniciado principalmente em respondedores completos ou parciais à PBCT (73%), a uma dose de 200mg (72%) e na 2L (62%). 64% dos pts receberam bevacizumabe como terapia de manutenção anterior, nenhum recebeu um inibidor de PARP anterior. A sobrevida livre de progressão mediana (mPFS) foi estimada em 7,2 meses na população principal, e em 8,6 meses no subgrupo semelhante ao NOVA. Análises de subgrupo mostraram mPFS mais longo em linhas iniciais de início do niraparibe (mPFS de 8,7 meses na 2L), em pts com um intervalo livre de PBCT penúltimo ≥12 meses (mPFS 9,7 meses) e em respondedores completos à PBCT (mPFS 10,1 meses). Conclusão A eficácia do niraparibe na vida real é consistente com dados clínicos no cenário de 2L+ do estudo NOVA. Os resultados deste estudo sugerem que o niraparibe deve ser iniciado na linha mais precoce e que seu benefício na vida real parece ser maior em pts altamente sensíveis à PBCT e em respondedores completos à PBCT. Divulgações O banco de dados ESME de Câncer de Ovário recebeu apoio financeiro de parceiros industriais. A Unicancer gerencia o banco de dados (ou seja, coleta de dados, análise e publicação) de forma independente. Os conflitos de interesse do autor foram registrados online.
Gladieff et al. (Sex,) estudaram esta questão.
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