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Introdução/Fundamentação A cirurgia laparoscópica se tornou amplamente aceita na oncologia, mas preocupações relacionadas ao derramamento de tumor persistem. Este artigo em vídeo aborda a questão do derramamento de tumor intraoperatório e apresenta uma técnica de contenção ‘sem toque’ para mitigar esse risco. Metodologia A paciente, uma mulher de 74 anos com um histórico de carcinosarcoma ovariano em estágio 3A e mutação somática BRCA-1, passou por uma cirurgia citorredutiva secundária minimamente invasiva para uma recorrência local. A técnica de contenção ‘sem toque’ foi empregada, envolvendo a dissecção extensiva do tecido circundante para acessar a base do tumor, minimizando a necessidade de manipulação direta do tumor. Quando a manipulação foi necessária, uma esponja de algodão estéril e detectável por raio-X foi usada para segurar o tumor sem entrar em contato com sua superfície. Resultados O procedimento foi bem-sucedido, com uma perda sanguínea estimada de 50 mL e sem complicações. A paciente foi dispensada no dia 0 pós-operatório. A avaliação histológica confirmou um carcinoma pobremente diferenciado consistente com o carcinosarcoma ovariano anterior. A técnica de contenção ‘sem toque’ demonstrou viabilidade na remoção de recidivas locais, destacando seu potencial em prevenir o derramamento de tumor. Conclusão Este artigo em vídeo enfatiza a importância de adotar uma técnica de contenção ‘sem toque’ durante cirurgias minimamente invasivas para reduzir o risco de derramamento de tumor e disseminação peritoneal. Ao aderir aos princípios de acessar a base do tumor por meio de dissecção extensiva e usar uma esponja de algodão para manipulação evitando contato direto, os cirurgiões podem aprimorar a segurança oncológica. Divulgações Nada a divulgar.
Erfani et al. (Sex,) estudaram essa questão.