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Resumo O trabalho de Maria Rosa Antognazza lançou um desafio histórico à tese de que a análise do conhecimento (como crença verdadeira justificada) atacada pelos epistemologistas a partir de Gettier era, de fato, a visão padrão tradicionalmente sustentada desde Platão. Esse desafio levou a uma reavaliação contínua da importância histórica do conhecimento intuitivo, no qual o conhecedor está intimamente conectado ao que é conhecido. Essas narrativas tradicionais sobre a intuição, e suas alegações correspondentes de primazia epistemológica, constituíram o alvo preciso da crítica de Moritz Schlick. Schlick aborda esse tópico ao longo de sua obra, desde alguns de seus primeiros escritos epistemológicos até sua posição anti‐metafísica como um proeminente empirista lógico. Schlick distingue crucialmente conhecimento de mera familiaridade, negando que a última tenha status epistêmico. Portanto, ele argumenta que a própria noção de ‘conhecimento intuitivo’ é uma contradictio in adjecto.
Andreas Vrahimis (Qui,) estudou essa questão.
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