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Resumo Este artigo fornece uma leitura crítica do romance O Edifício Yacoubian (2002) de Alaa Al Aswany, evocando questões importantes sobre a natureza do terrorismo no Egito e como os jovens se transformam em fanáticos religiosos. Embora certamente não desculpe os atos violentos dos terroristas, tentamos usar o romance como um guia para entender o que motiva um terrorista. O romance nos convida a testemunhar a queda ao abismo do terror de um jovem que sonha em ser policial. O romance mostra que, enquanto Taha luta para mudar seu destino, ele enfrenta marginalização, corrupção policial, opressão e tortura, que finalmente o colocam no caminho da violência. O artigo usa assim o romance como um ponto focal para ampliar nossa compreensão de quem é a figura do terrorista. Além disso, estamos interessados nas representações literárias do terrorismo e por que este romancista escolhe o terrorismo como um elemento estruturante principal. Ao oferecer uma compreensão qualitativa e diferente dos aspectos fundamentais do terrorismo, tentamos revelar que, enquanto é o dedo do terrorista que puxa o gatilho, há uma história desorientadora de circunstâncias sociais, políticas e econômicas por trás de cada bala. O artigo conclui que Al Aswany nem demoniza nem oferece uma desculpa para os extremistas. Ele simplesmente os apresenta como humanos para que possamos entender sobre o que eles estão indignados.
Mohammed Senoussi (Qui,) estudou esta questão.