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Resumo A policultura é uma prática relevante para melhorar a sustentabilidade da aquicultura, o que gera interesse em implementá-la em uma variedade de sistemas de produção. No entanto, a policultura é uma abordagem complexa que pode resultar não apenas em complementaridade entre espécies, mas também em competição entre elas e em questões de bem-estar animal. Benefícios potenciais da policultura podem ser esperados desde que a compatibilidade e a complementaridade ocorram entre as espécies combinadas. Isso enfatiza a importância de identificar as melhores combinações de espécies para um dado sistema de aquicultura. Aqui, desenvolvemos um fluxo de trabalho conceitual integrativo para padronizar e planejar o desenvolvimento de novas policulturas de peixes. Este fluxo de trabalho é projetado para examinar todas as combinações possíveis em um conjunto de espécies com base em três etapas sucessivas de avaliação. Em geral, essas etapas consideram a compatibilidade e a complementaridade das espécies co-cultivadas, bem como as demandas das partes interessadas, sustentabilidade e bem-estar dos peixes. A Etapa 1 consiste em selecionar as combinações de espécies compatíveis mais promissoras (ou seja, 'combinações prospectivas') em função da opinião e expectativas das partes interessadas, utilizando bancos de dados e pesquisas. A Etapa 2 valida a eficácia das combinações prospectivas com base em bioensaios, considerando a complementaridade das espécies e o bem-estar animal. A Etapa 3 implementa a(s) melhor(es) combinação(ões) de espécies na produção aquícola, durante a qual a prototipagem permite estudar a sustentabilidade do sistema de produção comercial resultante. Em conclusão, o fluxo de trabalho visa ser uma ferramenta valiosa para inovar na aquicultura, explorando as oportunidades e os pontos fortes da policultura.
Lecocq et al. (Mon,) estudaram essa questão.