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O carcinoma papilífaro da tireóide (CPT) é o carcinoma mais comum da tireóide, representando até 90% de todas as malignidades tireoidianas. A associação com uma malignidade hematológica é muito rara, apresentando uma incidência de apenas 7%. Apresentamos um caso de câncer papilífaro da tireóide síncrono com linfoma não-Hodgkin (LNH) e discutimos possíveis dilemas no diagnóstico e tratamento. Uma mulher de 60 anos, sem histórico médico ou de radiação, apresentou-se com um inchaço supraclavicular esquerdo duro e imóvel. A ultrassonografia cervical mostrou a presença de uma adenopatia supraclavicular suspeita, com dois nódulos tireoidianos lobares direitos classificados como EU-TIRADS 4. Realizamos uma tireoidectomia total com curagem funcional lateral-cervical esquerda central direita e excisão da adenopatia supraclavicular esquerda. O exame patológico revelou carcinoma papilífaro da tireóide síncrono com linfoma não-Hodgkin de alto grau. Após uma consulta multidisciplinar, a paciente recebeu seis ciclos de quimioterapia antes de se submeter à irraterapia. Este artigo destaca a importância de uma abordagem multidisciplinar na ausência de consenso, dado a raridade deste caso.
Um estudo de A Mon estudou esta questão.