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Esforços para se identificar como um "outsider" são uma característica cada vez mais visível do ambiente político democrático, e talvez nenhum pensador político tenha utilizado a retórica de outsider com maior eficácia do que Jean-Jacques Rousseau. Dito isso, praticamente nenhuma atenção foi dada ao importante papel que tal retórica desempenha em uma obra que Rousseau acreditava ser a "melhor e mais útil" do século dezoito— A Profissão de Fé do Vigário de Saboia. Neste artigo, eu me atenho ao uso de tropos de outsider pelo vigário, focando em particular em como eles servem para legitimar um relato de busca pela verdade que, de outra forma, seria rejeitado pelo público cético do vigário. Também mostro como a compreensão do vigário sobre as condições necessárias para uma busca adequada pela verdade é diferente da de Rousseau. Este argumento, se bem-sucedido, ilustra o caráter intrinsecamente retórico da Profissão, assim como chama a atenção para a presença de uma importante, embora negligenciada, estratégia retórica. Ao alcançar esses dois objetivos, esse ensaio contribui tanto para a literatura crescente sobre A Profissão quanto destaca aspectos negligenciados das próprias estratégias retóricas de Rousseau.
John Warner (qui,) estudou essa questão.