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O viés intergrupal, a tendência de favorecer grupos internos e ser hostil em relação a grupos externos, fundamenta muitos problemas sociais e persiste mesmo quando membros dos grupos interagem e compartilham experiências. Aqui, estudamos a forma como os processos de aprendizagem cognitiva contribuem para a persistência do viés intergrupal. Os participantes jogaram um jogo com jogadores bots de grupos internos e externos que envolvia coletar estrelas e podiam sacrificar uma jogada para zapear outro jogador. Descobrimos que o viés intergrupal persistiu, pois os participantes eram mais propensos a zapear jogadores de grupos externos, independentemente de seu comportamento de zapear. Usando um modelo computacional, descobrimos que esse viés era causado por assimetrias em três mecanismos de aprendizagem. Os participantes tinham um viés prévio maior para zapear jogadores de grupos externos, aprendiam mais facilmente sobre o comportamento negativo dos grupos externos e eram menos propensos a atribuir o comportamento positivo de um jogador de grupo externo a outros jogadores de grupos externos. Nossos resultados revelam a maneira como os mecanismos de aprendizagem social cognitiva moldam e confundem a dinâmica intergrupal.
Nafcha et al. (Qui,) estudaram essa questão.