Escalar práticas ágeis em organizações sem fins lucrativos requer mais do que replicar processos em nível de equipe—exige coordenação sistêmica, alinhamento cultural e estruturas adaptativas que se encaixem em ambientes orientados por missão e com recursos limitados. Este artigo explora estratégias para expandir o ágil além de pequenas equipes por meio de mecanismos como Scrum de Scrums, backlog compartilhados, reuniões de coordenação e ferramentas de colaboração de código aberto. Revisamos estruturas em nível empresarial—Scaled Agile Framework (SAFe), Large-Scale Scrum (LeSS) e Disciplined Agile Delivery (DAD)—analisando como podem ser adaptadas à governança e realidades operacionais de organizações sem fins lucrativos. Com base em estudos de caso em saúde, educação e alívio em desastres, o artigo demonstra como a escalabilidade incremental, playbooks padronizados e ferramentas digitais acessíveis podem fortalecer a comunicação, a responsabilidade e a capacidade de resposta. Argumenta que escalar o ágil não é uma mudança técnica, mas uma transformação organizacional que incorpora agilidade na estrutura e na cultura. Para acadêmicos, contribui para debates sobre agilidade empresarial em setores de impacto social; para praticantes, oferece modelos práticos para alcançar sistemas organizacionais coordenados, flexíveis e resilientes.
Anna Neya Kazanskaia (Wed,) estudou essa questão.
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