As doenças cardiovasculares (DCVs) continuam a ser a principal causa de mortalidade entre as doenças não transmissíveis em todo o mundo. As células musculares lisas vasculares (CMLVs), como o componente celular predominante da túnica média, são essenciais para manter a homeostase vascular através da regulação dependente do fenótipo do tônus vascular, pressão arterial e hemodinâmica. Em condições patológicas, como hipoxia ou inflamação, as CMLVs passam por uma mudança fenotípica de um estado contrátil para um estado sintético. Essa transição é caracterizada por proliferação excessiva, migração e secreção pró-inflamatória, todas as quais contribuem para a progressão da aterosclerose e da restenose. As tanshinonas, compostos diterpenoides bioativos isolados de Salvia miltiorrhiza, exercem efeitos cardioprotetores por meio de suas atividades anti-inflamatórias, antioxidantes e de modulação das CMLVs. Evidências crescentes sugerem que as tanshinonas atenuam comportamentos mal adaptativos das CMLVs, regulando a sinalização de cálcio, modulando vias de morte celular programada e suprimindo cascatas de sinalização pró-inflamatórias. Essas ações inibem coletivamente a mudança fenotípica e mitigam a remodelação vascular e a formação de placas. Apesar desses avanços, ainda falta uma compreensão abrangente dos alvos moleculares precisos e das redes de sinalização das tanshinonas nas CMLVs. Esta revisão tem como objetivo integrar as evidências atuais para delinear os mecanismos regulatórios mediadores das CMLVs pelas tanshinonas, fornecer insights mecanicistas e identificar alvos terapêuticos potenciais para intervenções direcionadas ao fenótipo nas DCVs.
Li et al. (Qui,) estudaram essa questão.